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Comerciantes se mobilizam para receber mais de R$ 500 mil da Brain Tecnologia
'Calote'
Atualizado em 10/03/2010 15:50
Comerciantes se mobilizam para receber mais de R$ 500 mil da Brain Tecnologia
Empresários se encontraram no auditório da Acilve e uma nova reunião deverá acontecer amanhã, dia 11...
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Lucas do Rio Verde - Há alguns meses a ANP (Agência Nacional de Petróleo), realizou uma licitação em todo Brasil, onde foi contratada a Brain Tecnologia para a aquisição de dados geofísicos na região que compõe as cidades de Lucas do Rio Verde, Sorriso, São José do Rio Claro, Tapurah, Nova Maringá, Campo Novo do Parecis, Santa Rita do Trivelato, Brasnorte e Juína, com o objetivo de encontrar petróleo e/ou gás.

O problema é que passados alguns meses a empresa foi utilizando os serviços e produtos de comerciantes luverdenses, mas esta dívida ainda não foi paga. Calcula-se num rombo de mais de R$ 500 mil.

Os comerciantes então se reuniram nesta semana, no auditório da Acilve com os advogados Dr. Leonardo Barra e Dra. Eliziane Koch onde colocaram suas dificuldades e questionaram sobre as possibilidades para se receber tal valor.

De acordo com o Dr. Leonardo, os empresários se reuniram com a finalidade de tomarem medidas judiciais para receber as quantias devidas.

“Um processo que seria célere em relação às dívidas, seria ingressar com uma ação cautelar visando a restrição de bens da Brain, e, futuramente ingressar com uma ação de execução, que seria a ação principal”, conta o advogado, explicando ainda que esta ação poderia ser impetrada em consórcio, o que daria mais agilidade ao processo.

Dentre os 20 comerciantes que estavam presentes no encontro, foi levantado um prejuízo de R$ 488 mil, mas alguns outros empresários não estiveram na reunião e por isso acredita-se que o valor deva passar dos R$ 500 mil.

Uma nova reunião deverá acontecer amanhã, dia 11, entre os comerciantes e os advogados para oficializar a entradas dos mesmos com uma ação judicial, a fim de reaver os prejuízos.

Vale ressaltar que em sua maioria são pequenos comerciantes do ramo de transportes, alimentação, hospedagem e área de gênero, que investiram para suprir a demanda pedida pela Brain, mas que com o ‘calote’ correm o risco de até fecharem as portas.

Fonte: MT Agora